sábado, 13 de maio de 2017

Publicações

           Em 1907, Fernando Pessoa (ortônimo) herdou a editora e tipografia Íbis, de sua avó Dionísia que, instalada no bairro da Glória, mal chegou a funcionar.
          No ano de 1915, começou o Modernismo Português e nessa mesma época Fernando Pessoa havia criado um círculo de amizade com Mário de Sá-Carneiro, Santa-Rita Pintor, Raul Leal, Antônio Ferro. Juntos eles elaboraram a Revista Orpheu, que foi inspirada pelas vanguardas europeias com a intenção de quebrar o convencionalismo e idealizações românticas. A partir de 1916, os integrantes foram se desagregando desse projeto, seguindo individualmente com a carreira. Nas revistas Fernando Pessoa tinha a oportunidade de dar uma visibilidade para seu trabalho, pois livros eram caros e as revistas e jornais, mais econômicas. Portanto Orpheu não foi a única revista publicada por ele.


          Em 1921, fundou a Editora Olisipo, nela publicou os seus “English Poems I e II” e “English Poems III”, além de “A Invenção do Dia Claro”, de Almada Negreiros (1893-1970). Dois anos, em 1923, a Olisipo lançou o folheto “Sodoma Divinizada”, de Raul Leal (1886-1964), que foi alvo de um ataque moralizador pela Liga dos Estudantes de Lisboa e apreendido por ordem do governo, junto com as “Canções”, de António Botto (1897-1959). Então em 1924, Fernando Pessoa lança a “revista de arte” – a Athena com cinco números, ela era uma alternativa diferenciada de revista literária que não pretendia promover um projeto cultural, nem acionar um movimento, sendo apenas um espaço de reflexão teórica.


          E trabalhando paralelamente - uma vez que possuía conhecimento de edição - ele se juntou ao seu cunhado Francisco Caetano e fundou a ‘’revista de Comércio e Contabilidade’’, em 1926 e tinha como base seus conhecimentos comerciais que incluem uma visão do mundo da publicidade e textos ingênuos, com publicações mensais, durando apenas 6 números.

        Foi a partir de 1925 que Pessoa passou a trabalhar também na área de publicidade e propaganda, ao conhecer Manuel Martins da Hora, que seria o fundador da Empresa Nacional de Publicidade, a primeira agência de publicidade de Portugal. Mas a experiência não foi bem-sucedida, como lembra De Cusatis na introdução. Foi por volta de 1926-1927 que o poeta imaginou um slogan para a Coca-Cola, que então estava sendo lançada em Portugal, representada pela firma Moitinho d'Almeida Ltda., empresa para a qual o poeta prestou serviços como profissional autônomo. O slogan criado por pessoa indicava uma necessidade de seguir o proposto, e com isso, Ricardo Jorge (diretor de saúde de Saúde de Lisboa), processou o slogan alegando que se do produto faz parte a coca, da qual é extraído um estupefaciente, a cocaína, não podia ser vendida ao público.

Referências Bibliográficas: 
http://www.revistabula.com/1045-fernando-empregado-escritorio/ 
http://marijane.com.br/modernismo-em-portugal/
http://www.unicamp.br/iel/site/alunos/publicacoes/textos/f00006.htm
http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/index.php?id=6433 

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