Em 1907,
Fernando Pessoa (ortônimo) herdou a editora e tipografia Íbis, de sua avó Dionísia que, instalada no bairro da
Glória, mal chegou a funcionar.
No ano de 1915,
começou o Modernismo Português e nessa mesma época Fernando Pessoa havia criado
um círculo de amizade com Mário de
Sá-Carneiro, Santa-Rita Pintor, Raul Leal, Antônio Ferro. Juntos eles
elaboraram a Revista Orpheu, que foi inspirada pelas vanguardas europeias com a
intenção de quebrar o convencionalismo e idealizações românticas. A partir de
1916, os integrantes foram se desagregando desse projeto, seguindo
individualmente com a carreira. Nas revistas Fernando Pessoa tinha a
oportunidade de dar uma visibilidade para seu trabalho, pois livros eram caros
e as revistas e jornais, mais econômicas. Portanto Orpheu não foi a única
revista publicada por ele.
Em 1921, fundou a Editora Olisipo, nela publicou os seus “English Poems
I e II” e “English Poems III”, além de “A
Invenção do Dia Claro”, de Almada Negreiros (1893-1970). Dois anos, em 1923, a Olisipo lançou o folheto “Sodoma
Divinizada”, de Raul Leal (1886-1964), que foi alvo de um ataque moralizador
pela Liga dos Estudantes de Lisboa e apreendido por ordem do governo, junto com
as “Canções”, de António Botto (1897-1959). Então em 1924, Fernando Pessoa lança a “revista de arte” – a Athena com
cinco números, ela era uma alternativa diferenciada de revista literária
que não pretendia promover um projeto cultural, nem acionar um movimento, sendo apenas um espaço de reflexão teórica.
E trabalhando paralelamente - uma vez que possuía
conhecimento de edição - ele se juntou ao seu cunhado Francisco Caetano e
fundou a ‘’revista de Comércio e Contabilidade’’, em 1926 e tinha como base
seus conhecimentos comerciais que
incluem uma visão do mundo da publicidade e textos ingênuos, com
publicações mensais, durando apenas 6 números.
Foi
a partir de 1925 que Pessoa passou a trabalhar também na área de publicidade e
propaganda, ao conhecer Manuel Martins da Hora, que seria o fundador da Empresa
Nacional de Publicidade, a primeira agência de publicidade de Portugal. Mas a
experiência não foi bem-sucedida, como lembra De Cusatis na introdução. Foi por
volta de 1926-1927 que o poeta imaginou um slogan para a Coca-Cola, que então
estava sendo lançada em Portugal, representada pela firma Moitinho d'Almeida
Ltda., empresa para a qual o poeta prestou serviços como profissional autônomo.
O slogan criado por pessoa indicava uma necessidade de seguir o proposto, e com
isso, Ricardo Jorge (diretor de saúde de Saúde de Lisboa), processou o slogan
alegando que se do produto faz parte a coca, da qual é extraído um
estupefaciente, a cocaína, não podia ser vendida ao público.
Referências Bibliográficas:
http://www.revistabula.com/1045-fernando-empregado-escritorio/
http://marijane.com.br/modernismo-em-portugal/
http://www.unicamp.br/iel/site/alunos/publicacoes/textos/f00006.htm
http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/index.php?id=6433


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